Trabalho de parto espontâneo

A data provável do parto está a chegar e, o seu bebé não dá sinal de que quer vir cá para fora. As pessoas perguntam, quase fazendo um ultimato, exigindo uma data (até parece que este é o único assunto do momento!). Tanta pressão, que a ansiedade é inevitável e, por vezes as dúvidas começam a incomodar: o que fazer? Espero? Induzo? E haverá diferença? Ainda não existe ainda uma fundamentação científica de qual ou quais os fatores responsáveis pelo início do trabalho de parto.   Mas, podemos afirmar que está relacionado com a produção de substâncias, quer pela mãe, quer pelo bebé que irão atuar neste processo.

A explicação mais credível para o início do trabalho de parto é que, quando os pulmões do bebé estão prontos, este liberta uma lipoproteína chamada surfactante pulmonar, responsável por manter os alvéolos pulmonares abertos permitindo a receção do oxigénio, após a primeira inspiração extrauterina. Pois bem, a surfactante entra na corrente sanguínea do bebé, passa para o líquido amniótico e depressa chegará à corrente sanguínea da mãe. Uma vez na corrente sanguínea materna, esta substância vai até à glândula hipófise, desencadeando a produção de ocitocina em maior quantidade e regularidade.

É bem conhecida a “dança das hormonas” do período peri-parto que envolve, além da ocitocina, a melatonina, a adrenalina, o cortisol, prostaglandina, relaxina, estrogénio, endorfinas e prolactina… ufa!! Nesta hora, deve estar a pensar: a nossa espécie é muito complexa e grandiosa. A sabedoria intrínseca da vida, que durante milénios assegura a existência e perpetuação da espécie humana. E é verdade!

Existem, fundamentalmente, duas partes do cérebro que são importantes para nós:

  1. Córtex cerebral (neocórtex) – parte mais externa do cérebro e é tão mais desenvolvido quanto mais for a espécie animal. Está relacionada com a nossa parte racional do pensamento, com a inteligência;
  2. Sistema límbico – parte do cérebro relacionada com as emoções.

No final da gravidez o neocórtex estará menos ativo – p. ex. uma mulher empresária grávida, poderá sentir-se menos interessada no seu trabalho e, estar mais atenta às mudanças que estão acontecer no seu corpo. Portanto, a preparação para o nascimento deverá ter início semanas antes do parto, para permitir à mulher entrar na “vibe” da sua nova condição maternal. Esta atitude pode ser um fator estimulante para que o início do trabalho de parto ocorra no timing correto.

Recentemente, a Unicef lançou a campanha “Quem Espera, Espera”, sobre a importância de se aguardar a hora escolhida pelo bebé para nascer. Esperar é a única maneira 100% segura de saber que o seu bebé está pronto para nascer. Esta atitude traz uma série de benefícios tanto para a mãe quanto para o bebé. Não aguardar, poderá ter consequências negativas para o desenvolvimento normal do seu/sua filho(a). Portanto, deverá ponderar se quer que o término da gestação aconteça às 40 semanas ou depois e, que tipo de vigilância deverá fazer. Se a espécie humana chegou onde chegou é porque, na grande maioria das vezes, tudo dá certo. Confie no seu corpo e entenda que nem você, nem o seu médico conseguem controlar a variedade hormonal necessário ao nascimento.

O trabalho de parto é como uma magia que poderá acontecer a qualquer hora e que precisamos respeitar. O seu bebé vai agradecer. Mas, se a ansiedade resolver pregar-lhe uma partida, procure aconselhamento junto do profissional que a está a acompanhar que ajudá-la-á a fazer a melhor escolha.

 

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Trabalho de parto induzido

Existem 2 motivos para induzirmos o trabalho de parto:

Razões clínicas – porque é aconselhável que o bebé nasça, pois o ambiente intrauterino já não é o melhor lugar para ele estar. De acordo com o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), o trabalho de parto só deve ser induzido quando o risco para o bebé for maior “in útero” materno, do que o do nascimento prematuro.

As induções podem ser por causas fetais (p. ex. o bebé não cresce, a bolsa d’água rompeu e não há início de trabalho de parto espontâneo), ou por causas maternas – quando surge patologia materna ou agravamento da mesma (hipertensão arterial, colestase intra-hepática, diabetes gestacional).

Suspeitar que o bebé é grande, ou muito grande, não é uma razão médica para a indução (exceto se a mãe for diabética) pois está demonstrado que a indução do trabalho de parto por macrossomia (bebé grande) quase duplica a taxa de cesariana, sem nenhuma melhoria para a saúde do bebé.

 

Induções eletivas – porque sim, porque me é conveniente a mim ou para o meu obstetra, porque dá jeito, porque estou muito cansada, com uma ansiedade que me está a matar!!! porque já estou com 41 semanas, entre outros. Quando lhe é proposta uma indução do parto, esta deve ser-lhe devidamente explicada, assim como os motivos, os riscos e os benefícios. Deverá questionar(-se):

  1. Porquê induzir?
  2. Há outra alternativa?
  3. Quais as consequências das diversas opções?
  4. Podemos esperar mais algum tempo? Quanto?
  5. O que pode acontecer se decidir não induzir?

Quando a sabedoria popular, dizia que o tempo total da gestação rondava nove ciclos lunares, a data do parto era somente uma previsão. Atualmente, com a ecografia o cálculo da data provável passou a ser um “ultimato” para o parto. Mas, para quem passa 9 meses aguardando o nascimento do bebé, as últimas semanas de gravidez podem ser complicadas e regadas de grande ansiedade.   Subitamente, as perguntas começam: será que ele(a) está bem? Não será melhor induzir o parto? Ou marcar uma cesariana? Será que ele está pronto para nascer? Como posso fazer para saber se o meu bebé está bem? Será seguro esperar? Poderei fazer alguma coisa para precipitar o início do trabalho de parto?

É importante que perceba os riscos desta tomada de decisão, de forma consciente e informada, uma vez que existem evidências crescentes de que a indução do trabalho de parto não está isenta de riscos.

As principais complicações são:

  • Falha na Indução, o que leva a um aumento nos nascimentos por cesariana ou partos instrumentados (fórceps ou ventosa);
  • Prematuridade por erro na datação da gravidez;
  • Trabalhos de parto mais prolongados e dolorosos, aumento da necessidade de intervenções médicas como p. ex., cateterização de acesso venoso e vesical, monitorização externa e contínua do ritmo cardíaco fetal (RCF), diminuição da mobilidade e consequente menor predisposição materna para colaborar. Também, as contrações induzidas artificialmente, normalmente atingem o pico mais rapidamente e permanecem intensas por períodos mais longos do que as contrações naturais, aumentando a necessidade de uso de medicamentos para aliviar a dor na mãe e aumentando o risco de sofrimento fetal. Mas, a verdade, é que ainda há muito por descobrir sobre quais as verdadeiras consequências a médio/longo prazo de uma cesariana ou indução eletiva, sem indicação médica.

Permitir-se entrar em trabalho de parto espontaneamente é quase sempre a melhor forma de saber, que o seu bebé está pronto para nascer. Intervir, ou substituir ação das hormonas naturais que despoletam e fazem a manutenção do trabalho de parto, parto, amamentação e vinculação mãe/bebé, poderá ter consequências que ainda, não compreendemos completamente. Portanto, os riscos que envolvem o término eletivo de uma gravidez saudável, sem qualquer indicação médica real, deverão compensar os riscos de manter esta gravidez.

 

E se chegar às 41 semanas e o bebé não nascer?

Protocolarmente, a grande maioria dos serviços de ginecologia e obstetrícia induzem o parto às 41 semanas (ecográficas), baseados num muito discreto risco para o bebé se permanecer para além desse tempo. Mas ninguém poderá obriga-la a tal. A ecografia é o exame não evasivo mais fidedigno para datar uma gravidez, contudo também não é um exame 100% exato. Uma ecografia pode apresentar a seguinte margem de erro:

  • As ecografias realizadas até as 12 semanas, podem ter uma discrepância de 3-5 dias;
  • As realizadas entre as 12-20 semanas de gestação a discrepância é de 7 a 10 dias;
  • E aquelas realizadas entre as 20 a 30 semanas a margem de erro é de 2 semanas;
  • Nas ecografias realizadas após 30 semanas esta margem pode chegar até 3 semanas.

Se pretender prosseguir com a gravidez para além das 41 semanas, deverá falar com o profissional que a acompanhar e expor o seu desejo. Os riscos de aguardar um início de trabalho de parto espontâneo deverão ser ponderados e se for seguro esperar, precisarão determinar uma estratégia de avaliação do bem-estar fetal: 2 ou 3 vezes por semana? Com ecografia? CTG? Os dois? E agora, uma última dica: quando as pessoas perguntarem qual a data provável do parto, aumente sempre “duas semanas”. Desta maneira, as “pressões” serão mais aliviadas.

 

Métodos de indução

Existem diferentes métodos de indução do trabalho de parto. A escolha por um ou outro método vai depender, entre outras coisas de: protocolo do serviço, o n.º de gravidezes, tipos de partos prévios, patologias maternas e fetais associadas, condições obstétricas. Independentemente da escolha do método, poderá sempre conversar com o profissional que a está a vigiar e saber qual o plano traçado para si, qual o objetivo, como vai decorrer a indução e o que esperar dela. Assim, iremos falar de algumas técnicas de indução do trabalho de parto, umas naturais outras não.

  1. Descolamento de membranas;
  2. Relações Sexuais Desprotegidas;
  3. Sonda de Foley;
  4. Óleos Essenciais/Aromaterapia;
  5. Rebozo;
  6. Acupuntura;
  7. Rotura Artificial de Membranas (RAM);
  8. Prostaglandinas (comprimidos orais ou vaginais e fita vaginal);
  9. Ocitocina sintética;
  10. Outros.

 

1. Descolamento de membranas

Por vezes, na consulta de termo e durante o toque vaginal, é feita a separação da bolsa d’água da parede do útero com o intuito de provocar a libertação de prostaglandinas e assim induzir o trabalho de parto. A sua execução “por rotina” parece não apresentar benefícios. Talvez possa ponderar proceder ao descolamento a partir das 40 semanas para evitar a gravidez pós-termo, se esta for a sua vontade.

É um procedimento doloroso (por isso chamado por alguns de “toque maldoso” e pode levar a rotura prematura de membranas e à perda de sangue (geralmente em pouca quantidade). É considerado bem-sucedido quando o trabalho parto se inicia dentro das próximas 48 horas, após a sua realização. Se o colo do útero não reunir as condições ideais, na maioria das vezes será feito em vão. Este procedimento, deve ser-lhe explicado e deverá dar o seu consentimento.  

 

2. Relações Sexuais Desprotegidas

Ao contrário do que muita gente pensa, praticar sexo na gravidez não faz mal, pode (e deve) ser feito do primeiro ao último dia de gestação. Oferece benefícios, físico e emocional, uma vez que proporciona uma aproximação afetiva entre o casal. Portanto, só deve ser evitado se houver orientação médica para tal.

A relação sexual/“fazer amor” pode ajudar a induzir o parto de três formas:

     1. Fazer amor, assim como qualquer momento de intimidade, como beijar, abraçar, acariciar, promove a libertação de ocitocina (hormona do amor), que atuando sobre as fibras uterinas provoca contrações;

     2. O orgasmo estimula a produção de várias hormonas que provocam a contração uterina;

     3. O sémen contém prostaglandina, que amolece e transforma o colo uterino, de uma forma mais natural.

Mas a relação sexual não faz “milagres”. É necessário que o bebé já esteja pronto e de uma certa forma, queira nascer. Na verdade, pode dar o empurrãozinho que falta.

 

3. Sonda de Foley

É outra forma de induzir o trabalho de parto, através da colocação de uma algália no colo do útero.  Esta, tem um balão que será colocado dentro da cavidade uterina, entre a parede do útero e a bolsa d’água e estimula mecanicamente o colo uterino, promove a produção de prostaglandinas e, desta forma desencadeia a contratilidade uterina.

 

4. Óleos Essenciais/Aromaterapia

Desde há milhares de anos, em diferentes partes do mundo, têm sido utilizadas plantas aromáticas com fins medicinais e cosméticos. A aromaterapia como a conhecemos atualmente surgiu no século XX. É uma terapia que usa essências, óleos essenciais e hidrolatos aromáticos extraídos de partes aromáticas de plantas medicinais para curar patologias de carácter físico, emocional e mental. A escolha dos óleos e o modo de usá-los devem ser sempre orientados por um aromaterapeuta credenciado, uma vez que alguns óleos estão contraindicados na gravidez.

O seu uso requer certas precauções:

     – Não devem ser aplicados diretamente na pele;

     – Não devem ser injetados por via IM ou EV;

     – Não deixar o óleo essencial com a tampa aberta, pois são voláteis;

     – Usar óleos essenciais biológicos;

     – Usar óleos certificados.  

 

Os tratamentos com óleos essenciais são feitos a partir das 39 semanas para estimular o início do trabalho de parto. Podem ser aplicados através de massagens e em banhos imersão (mistura de óleos com sal marinho em água morna).

 

5. Rebozo

imagem posição grávida  O rebozo é uma peça de tecido mexicana usada por muitas mulheres durante a gravidez e tem várias finalidades, entre elas a indução do trabalho de parto.

 

6. Acupuntura

   A acupunctura é uma técnica milenar com origem na região da atual República Popular da China, baseada no princípio do equilíbrio de Energia Vital (Qi) e Sangue (Xue) que circulam pelo organismo e pode ser usada para alívio da tensão, induzir e acelerar trabalho de parto. É uma opção viável e segura. Como em qualquer outra situação deve ser efetuada por profissionais certificados e que tenham experiência com grávidas.  

 

7. Rotura Artificial de Membranas (RAM)

Durante a gravidez, o feto vive e cresce dentro do útero, numa estrutura complexa formada por membranas e líquido amniótico, chamada bolsa de águas. Inicialmente, o líquido é produzido pela mãe e a partir do 4º mês, pelo bebé. O bolsa de águas desempenha várias funções como: proteger o bebé de impactos, de infeções, manutenção do ambiente intrauterino constante a nível de temperatura e é nela que o bebé cresce. A rotura da bolsa de águas é passível de acontecer em qualquer altura da gravidez contudo, o mais natural e habitual é que esta se dê no termo da mesma.

As causas para esta rotura podem ser várias e, esta pode acontecer de forma natural ou artificial. A RAM, também chamada de amniotomia é prescrita por alguns profissionais com o objetivo de acelerar o trabalho de parto ou quando se deseja analisar as características do líquido amniótico. Como método de indução do trabalho de parto, a RAM raramente é utilizada, uma vez que poderá aumentar o risco de infeção, pois ao rompermos a bolsa de água, a barreira entre a vagina contaminada e a cavidade uterina estéril, desaparece.

A amniotomia, como qualquer outro procedimento, só deverá ser realizada após explicada e dado o seu consentimento.  

 

8. Prostaglandinas (comprimidos orais ou vaginais e fita vaginal)

Como qualquer medicamento, devem ser ponderados os riscos e os benefícios. Raramente, pode provocar contratilidade uterina intensa, prolongada e frequente, o que poderá diminuir o fluxo de sangue para o feto. Apenas devem ser administradas prostaglandinas para induzir o parto, se houver um motivo válido que supere estes riscos.  

 

9. Ocitocina Sintética

A sua administração é feita por via endovenosa. Obtém-se melhores taxas de indução com este fármaco, quando “localmente o colo do útero está maduro”. A dose de ocitocina é aumentada ou diminuída de acordo com a resposta do útero e do bem-estar fetal.  

 

10. Outros

Muitas “receitas” são sugeridas para desencadear o início do trabalho de parto. Se funcionam??? Vá-se lá saber. A verdade é que na grande maioria das vezes, elas se não fizerem bem, também não vão fazer mal. Por vezes é necessário muita ousadia, coragem e uma pitada de bom senso.

São exemplos:

  1. Exercício físico – A atividade física, em geral, ajuda a relaxar, além de promover a libertação de endorfinas. Movimentar-se, faz com que o bebé se posicione bem dentro do útero, promove a descida e o encaixe da apresentação e consequente pressão no colo uterino – o que auxilia no apagamento e dilatação do mesmo e por fim, o nascimento. É por isso, recomendado às grávidas que no final da gravidez, façam uma “barrela” na casa, agachamentos, caminhem, namorem, tanto para ocupar o corpo como a mente;
  2. Estimulação dos mamilos – Massagens suaves nos bicos das mamas, estimulam a libertação de ocitocina. Deverá fazer movimentos semelhantes ao de sucção, diariamente, massajando a área;
  3. Aquecer-se – A medicina chinesa “prega” que, para entrar em trabalho de parto, a mulher precisa estar rodeada de calor. Daí vem a ideia de ingerir comida apimentada, como gengibre e canela. Na verdade, não existe evidência científica. O que se verifica é que esses alimentos têm efeito termogénico, isto é, aceleram o metabolismo. Outra forma de aquecer o corpo, ficar relaxada, são os banhos quentes onde pode adicionar sais misturados com óleos essenciais. Não exagere na temperatura, pois não é para se torturar!
  4. Óleo de Rícino – O óleo de rícino é um óleo vegetal, derivado da semente de uma planta chamada Ricinus, usado no Egito antigo para induzir trabalho de parto. É um óleo laxante podendo causar diarreia e náuseas. A sua ação é explicada pela massagem que as ansas intestinais em hiperatividade fazem no útero promovendo contrações no mesmo. Não existem estudos, nem evidências científicas, que comprovem a sua eficácia (aliás, parece que funciona em 50% dos casos). Deve ser usado com orientação adequada;
  5. Óleo de Prímula – O óleo de Prímula contém prostaglandinas que ajudam a amadurecer o colo do útero. Deve ser uma das últimas opções, uma vez que pode ter alguns riscos, como indução prolongada de um trabalho de parto, ou promover a rotura prematura das membranas.
  6. Tâmaras – As tâmaras são frutas originárias do Médio Oriente e do Norte da África, ricas em fibras, hidratos de carbono que contém proteínas, potássio, cálcio, ferro, magnésio e vitamina A, C, D e B6. Parece que na sua composição existe ainda uma substância semelhante à ocitocina que terá ação no colo uterino, facilitando o seu amadurecimento. Há alguns trabalhos que mostram que as mulheres que consomem tâmaras na fase final da gravidez, iniciam o trabalho de parto espontaneamente e apresentam condições locais (colo) favoráveis, na chegada à maternidade;
  7. Abacaxi – O abacaxi contém a enzima bromelaína que promove a dilatação cervical, ajudando o início do trabalho de parto. Porém a quantidade desta enzima é muito pequena. Se comer grandes quantidades desta fruta, pode também estimular o intestino e, como acontece com o óleo de rícino, pode aumentar a atividade uterina. A bromelaína é destruída quando o abacaxi é processado, ou no sumo de abacaxi;
  8. Deixamos ainda outras sugestões como o de Chás de folhas de framboesa, de canela entre outros…

 

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Ambiente

Pode não acreditar, mas o ambiente físico onde irá decorrer o trabalho de parto terá influência direta na evolução do mesmo. Um ambiente calmo, tranquilo, silencioso e obscurecido, aquecido e familiar, onde a mulher se sinta segura e goze de privacidade, é fundamental para que a dança das hormonas se desencadeie e o trabalho de parto se desenrole. A verdade é que a maioria das mulheres é capaz de parir sozinha, desde que em ambiente acolhedor e seguro, cercada das pessoas que sustentem e acreditam na sua capacidade de parir.

É claro que um ambiente seguro e privado para uma mulher, pode não ser para outra, p. ex. enquanto uma mulher pode querer estar sozinha ou acompanhada somente pelo seu companheiro, na maior parte do tempo, sabendo-se segura pela presença de uma equipa profissional qualificada e pronta a intervir a qualquer hora, outra pode sentir-se bastante assustada, em estar só com o companheiro e isso ser motivo de medo e ansiedade. Estes sentimentos, por sua vez, são responsáveis pela produção de adrenalina, hormona inibidora do trabalho de parto.

A privacidade é uma condição obrigatória no trabalho de parto. As mulheres precisam sentir que não estão a ser observadas, precisam de sentir-se desinibidas, livres para viverem o seu trabalho de parto sem serem incomodadas. Assim, toda a fisiologia do parto progride, desde há muitos milhões de anos para a sobrevivência da espécie humana. A ocitocina é uma hormona tímida. Considerando que ela á a hormona do amor, isso faz todo o sentido.

Não é fácil amarmos quando estamos em perigo. Quando nos sentimos amados, sentimo-nos seguros. A ocitocina é uma hormona exigente: é necessário que tudo esteja no seu devido lugar para que ela queira aparecer. Quanto mais confortável e seguro estiver o ambiente, mais relaxada está a mulher, logo mais ocitocina será capaz de fluir. Por outro lado, principalmente no início da sua jornada, poderá pretender um ambiente mais alegre e até com mais adrenalina e poderá tê-lo se assim o desejar. O mais importante de tudo é que os seus desejos sejam respeitados e compreendidos. Procure um ambiente que lhe traga paz, tranquilidade segurança e respeito.

 

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Alimentação/ Jejum

Muitas equipas prescrevem jejum durante todo o trabalho de parto, pela eventualidade da mulher precisar de uma cesariana com anestesia geral. Hoje em dia esta possibilidade é remota e, as evidências científicas mostram que o jejum por rotina não só é desnecessário, como é prejudicial, pelo desconforto gástrico que provoca. Na verdade, durante o trabalho de parto são raras as mulher que se queixam de fome, porém a queixa de sede é muito frequente. Veja, se no local onde vai ter o seu bebé, a ingestão de água, bebidas energéticas, de gelatina ou algum outro alimento sólido é permitido.

 

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Uso De Objetos Pessoais

Pode não ser importante para algumas mulheres, mas para outras, o facto de poder vestir a sua própria camisa, levar a sua almofada ou não ter que tirar os brincos, pode representar um maior controlo do seu trabalho de parto. Se estas opções são importantes para si, questione a equipa se existe esta possibilidade.

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Mobilidade e Liberdade de Movimentos

A liberdade de movimentos durante o trabalho de parto, permitir-lhe-á alternar as posições, proporcionando assim maior conforto, alívio da dor, aumento da eficácia da contratilidade uterina, encurtando o tempo deste ao favorecer a descida do bebé. Deve adotar posições que lhe proporcionem maior conforto: sentada, deitada de lado, de gatas, de cócoras, de joelhos, de pé… Estas escolhas, favorecem a autonomia e o seu sentimento de capacitação.

Todas as posições podem ser “treinadas” em casa para tentar perceber qual/quais são aquelas que lhe oferecerão mais conforto. Algumas mulheres alcançam uma conexão tão grande com o seu corpo e com o seu bebé que conseguem, através de movimentos da pelve, mais espaço para o seu bebé nascer, uma vez que a pelve não é rígida. Na verdade, os quatro ossos da bacia estão conectados entre si através de ligamentos. Estes ligamentos podem ser comparados à plasticina – inicialmente rígida, quando começamos a manipulá-la,  fica completamente mole, flexível e moldável. Assim acontece com os ligamentos da bacia – quanto mais movimento, menos rijo os ligamentos estarão e mais facilmente a pelve se abrirá, aumentado os seus diâmetros facilitando consequentemente a passagem do bebé que por seu lado está trabalhando em parceria com a sua mãe.

Ao contrário do que muita gente pensa, o bebé é muito ativo durante o trabalho de parto. Se lhe for permitido, ele fará a sua parte também. Sob o efeito da epidural, pontualmente, a parturiente, pode perder a força nas pernas, o que a pode  impossibilitar de movimentar fora da cama. Mas aí, poderá sempre conseguir alguma atividade. Existe uma modalidade de epidural praticada em alguns centros, chamada “walking epidural” que promove o bloqueio da dor, mas que permite caminhar com segurança.

O que acontece muitas vezes é que, com o evoluir do trabalho de parto, as contrações ficam mais fortes, podendo haver necessidade de aumentar a dose analgésica e nesta altura deixa de ser possível caminhar, contudo poderá manter-se ativa na cama. Pode-lhe ser sugerido manter ou voltar à menor dose de analgesia, caso a mobilização ativa venha oferecer benefícios importantes. Às vezes, pode compensar sentir alguma dor e manter-se em atividade.

Lembre-se, o trabalho de parto é feito em equipa: o seu bebé e você. O bebé vai tentando adaptar a sua cabecinha aos diâmetros da sua bacia. Se você estiver deitada ou parada, ele estará a fazer trabalho sozinho. Se você estiver em movimento, os diâmetros da bacia vão se alterando e será mais fácil ele encontrar o seu caminho. Mas tudo tem a sua hora e a sua intensidade; ninguém deseja que uma gravida faça “cross fit” durante o seu trabalho de parto. Há um tempo para agir e um tempo para descansar se necessário for.

 

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Equipamentos e técnicas de suporte no Trabalho Parto

Durante a preparação para o parto vai descobrir que alguns acessórios ou procedimentos poderão aumentar o seu conforto e aliviar a dor durante o trabalho de parto. Vai aprender a usá-los e descobrir quais são aqueles que poderão ajudá-la. Verifique se a maternidade possui os equipamentos que acha que lhe serão úteis. Contacte a instituição para saber se é possível levar o seu próprio material, se assim o desejar.

 

BOLA DE PARTO

imagem posição grávida

Toda atividade física durante o trabalho de parto é sempre muito bem-vinda. Procure saber se vai precisar levar a sua bola para o hospital. Ela pode ajudar e muito. Sentar, rebolar ou executar movimentos em forma de oito durante as contrações, podem ajudar a aliviar as dores e facilitar a descida do bebé pois ocorre um relaxamento na região lombar e alongamento do assoalho pélvico.

Ao liberarmos a tensão dos músculos dessa região, melhoramos a circulação sanguínea e os impulsos nervosos; por consequência, há um favorecimento do trabalho de parto de maneira geral. Pode também ajoelhar-se no chão ou na cama, abraçar a bola contra o peito e jogar o corpo para frente apoiando os ombros e peito na bola, pode ser extremamente relaxante para a sua região lombar e até abdominal.

Para sua informação, existe a bola certa para cada estatura: – Se você tiver até 1,60m de altura: bola de 55cm de diâmetro; – Entre 1,60m e 1,73m: bola com 65cm de diâmetro; – Mais de 1,73m de altura: bola com 75cm. E é melhor que ela não esteja totalmente cheia pois poderá diminuir a sua sensação de segurança e atrapalhar os exercícios.

 

BOLA AMENDOIM

 

 

 

BOLACHA/ LENTEJAS/ DISCOS DE EQUILÍBRIO

São usados nas salas de parto quando a gestante perdeu a capacidade de se deslocar no chão, devido à epidural. Usado com a grávida sentada ou deitada, com as nádegas sobre o disco, permite alguns movimentos pélvicos, auxiliando o relaxamento dos ligamentos na libertação do cóccix e consequentemente aumentando o diâmetro da bacia.

 

BANCO DE PARTOS

O banco de partos é um facilitador do parto uma vez que permite que a grávida em trabalho de parto adote uma postura mais verticalizada o que vai facilitar o período expulsivo. Não é um banco como outro qualquer uma vez que este é aberto na frente para permitir total liberdade do osso do cóccix e da bacia. Além disso, a grávida pode ter o acompanhante ou outra pessoa qualquer a suportar-lhe as costas, pode receber uma massagem relaxante ou de alívio. Parir no banco de parto, permite á grávida, ser ela a receber o bebé, se assim o desejar.

 

PISCINA/ CHUVEIRO

  A água é usada como um veículo que proporciona um enorme sentimento de relaxamento físico e emocional, extrema leveza, além de facilitar a mobilidade da mulher. O banho quente promove o relaxamento da musculatura diminuindo a dor, além de dilatarem os vasos sanguíneos e melhorar a circulação e oxigenação dos tecidos.

 

BARRAS/ ESPALDAR

imagem posição grávida As barras são acessórios usados como apoio para a mulher se sustentar. Agarradas às barras, as grávidas têm toda a pelve livre para poderem mobilizarem-se mais facilmente. Deste modo auxiliam a descida e o encaixe do bebé. Também são usados os espaldares, que são várias barras presas na parede (tipo degraus de uma escada de trolha) que facilitam o alongamento e agachamento. Oferecem conforto, algum alívio das dores com o alongamento e facilitam o posicionamento do bebé, ao proporcionarem uma maior atividade durante o trabalho de parto.

 

REBOZO

imagem posição grávida O rebozo é uma peça de tecido mexicana usada por muitas mulheres durante a gravidez e o parto, com o objetivo de ajudar as grávidas a relaxar, quer seja no pré, intra ou mesmo o pós-parto. Durante a gravidez o rebozo pode ser usado com várias finalidades:

  1. Fazer massagem e aliviar o desconforto lombar;
  2. Auxiliar no início de trabalho de parto, através de movimentos/massagens mais enérgicas podendo inclusive promover encaixe do bebé na pelve;
  3. Mobilizar o bebé dentro da cavidade uterina, quando há posições anómalas;
  4. Alívio do desconforto das contrações uterinas no trabalho de parto;
  5. Oferecer conforto/calor/aconchego à grávida;
  6. Sustentar a grávida quando em posição de cócoras;
  7. Soltar tensões e rigidez corporal.

Não existem contraindicações absolutas para o uso desta peça multifacetada. Contudo, é necessário ter conhecimentos de anatomia e fisiologia da mulher. Também é de frisar que o uso do rebozo é desaconselhado em gravidezes de risco e se houver rotura de membranas com apresentação fetal alta, pelo risco de prolapso do cordão.

 

CORDAS/ PANOS PARA SUSTENTAÇÃO

As cordas ou panos estão geralmente presos no teto das salas de parto. São também usados como apoio para sustentar a mulher que procura ter a pelve completamente solta para se mover em liberdade total. A pelve livre e em movimento é uma ajuda preciosa para a descida e encaixamento dos bebés, além de aliviarem a dor e ajudarem no relaxamento da mulher.

 

AROMATERAPIA

Desde há milhares de anos atrás, em diferentes lugares do mundo, têm sido utilizadas plantas aromáticas com fins medicinais e cosméticos. Na gravidez e parto os óleos essenciais podem ser usados para alívio de alguns sintomas incómodos. São usados também na indução do trabalho de parto. Durante este podem ser auxiliares preciosos no alívio da dor e como relaxante para aliviar o stress e a ansiedade. Os óleos essenciais usados devem certificados e só podem ser usados/indicados por especialistas em aromaterapia.

 

BOLA DE MASSAGEM

imagem posição grávida  Pode usar também uma bola de massagem e faça movimentos circulares nas costas (ombro e região lombar). Pode ser feita pelo acompanhante ou por qualquer outra pessoa disposta a mimar a mulher nesta hora tão importante na sua vida.

 

MUSICOTERAPIA

A música pode oferecer momentos de grande satisfação, relaxamento e uma maior tolerância a todo o processo do trabalho de parto. Ajuda a diminuir o stress, reduz a fadiga, promove uma sensação de tranquilidade e segurança. Mas atenção, para algumas mulheres a música pode ser um elemento perturbador. Se for o seu desejo, durante a gravidez, selecione melodias que possam promover sensações de bem-estar, relaxamento e que produza uma boa energia. A partir do 3º trimestre da gravidez deverá fazer sessões de relaxamento com a sua seleção musical para ir treinando. Se gosta de dançar, poderá escolher algumas músicas “mais mexidas” (ou às vezes, mais lentas). Os movimentos, assim como pausas de relaxamento são ambos bem-vindos durante o trabalho de parto (dependendo da fase).

Sabe-se que a primeira leitura que fazemos do mundo que nos rodeia, é definida pelos sons, assim acreditamos que a música tem um papel primordial no controlo e alívio da ansiedade e do stress. Pode ter música ambiente previamente escolhida por si. Deve para tal, trazer a sua “playlist” que a poderá acompanhar para o Bloco Operatório se cesariana programada.

 

SACO DE SEMENTES AQUECIDO/ BOLSA ÁGUA QUENTE

  O calor quando aplicado em algumas regiões estratégicas promove conforto e algum alívio da dor.

 

TAPETE YOGA

  É perfeitamente conhecido os benefícios que a Yoga pode trazer para a gravidez, parto e pós-parto. A Yoga, entre outras coisas, melhora a flexibilidade do corpo, aumenta o tónus muscular e a oxigenação da mãe e do bebé; ajuda a diminuir a ansiedade e o stress, a aumenta a serenidade e confiança em si própria. Facilita a assimilação das mudanças da gravidez e auxilia na preparação a todos os níveis, sem medo, para o nascimento e maternidade.

A prática de Yoga na gravidez proporciona autoconhecimento, concentração, energia e confiança na intuição e instinto. Ajuda a descobrir que a força para a gestação, o parto e para cuidar do bebé, vêm de dentro. Portanto, se é praticante de yoga e acha que esta prática poderá ajudá-la durante o trabalho de parto, questione a equipa do hospital onde vai ter o seu bebé se poderá levar o seu tapete ou se o hospital tem tapetes disponíveis.

 

TENS (estimulação nervosa)

    A estimulação elétrica transcutânea (EET) é um método coadjuvante não farmacológico e não invasivo utilizado no alívio da dor.

 

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Intervenções durante o trabalho de parto

Qualquer intervenção feita durante e após o seu trabalho de parto deve ser baseado nas evidências científicas e não devem ser usadas por rotina. O uso indiscriminado de certos procedimentos do mais simples ao mais complexo, poderá desencadear uma cascata de intervenções em que uma leva a outra e  outra… elevando progressivamente o nível de complexidade dos procedimentos e o risco obstétrico e perinatal.

As pesquisas mostram que a adoção de procedimentos desnecessários ou inadequadamente utilizados, como amniotomia precoce, infusão endovenosa de ocitocina, imobilidade e analgesia, estão enraizadas em convicções empíricas dos profissionais, sem que existam claras evidências científicas dos benefícios de seu emprego e podem alterar o curso fisiológico do parto.  

A sua adoção indiscriminada na assistência ao parto pode levar a complicações, que por vezes exigem a realização de cesariana para preservar o bem-estar materno-fetal.

 

TRICOTOMIA

A tricotomia é o corte dos pelos corporais. Não há benefício neste procedimento (por rotina) e pode até aumentar o risco de infeção, pois torna a pele mais frágil e menos eficaz no seu papel de barreira aos microrganismos. Se preferir, poderá realizar a depilação prévia, em casa, se a fizer sentir bem e a deixar mais confortável.

 

ENEMA DE LIMPEZA

É a aplicação de uma solução no intestino, através do ânus, para que o seu conteúdo seja eliminado em seguida. A sua realização não dá certeza de que não haverá saída de fezes durante o parto, podendo mesmo aumentar a probabilidade de isto acontecer pois aumenta a fluidez das mesmas. Poderá efetuar este clister de limpeza em casa se isto a deixar mais confortável. Há cada vez menos instituições que têm esta prática por rotina.

 

ACESSO VENOSO (com ou sem administração de soros)

O objetivo é ter um acesso venoso para administração de soro ou medicamentos, caso seja necessário. Alguns serviços iniciam soros a todas as grávidas, outros apenas deixam o cateter para o caso de ser necessário. Numa gravidez de baixo risco, este procedimento não é essencial, desde que compreenda que na eventualidade de uma emergência (rara neste contexto), poderá demorar um pouco mais a administração da medicação por ter que se cateterizar a veia nesse momento.

 

ALGALIAÇÃO

A sonda de Foley (algália) é usada para manter a bexiga vazia, quando não conseguir urinar espontaneamente (às vezes pode acontecer depois da epidural). A bexiga cheia pode ser um obstáculo à descida do bebé. Nalguns serviços a sua colocação faz parte do protocolo da epidural. Numa situação destas, caso a queiram algaliar e não o deseje, poderá questionar outras opções (ida à casa de banho, colocação de aparadeira ou cateterismo vesical intermitente). Nos partos por cesariana a algaliação é feita para controle do débito urinário que poderá estar comprometido por razões relacionadas com a anestesia, tensão arterial entre outras.

 

ACELERAÇÃO DO TRABALHO DE PARTO

Enquanto ambos estiverem bem (mãe e bebé) e o trabalho de parto estiver a evoluir, não haverá necessidade de acelera-lo. Assim, poderá parir a seu tempo, sem pressa e sem pressões. Antigamente existia uma “fórmula” aplicada a todas mulheres que relacionava a velocidade da dilatação com as horas em que a mulher estava em trabalho de parto. Atualmente este conceito está em desuso, pois cada mulher evolui ao seu ritmo.

A UNICEF lançou uma campanha para o trabalho de parto cujo slogan é “Quem Espera, Espera” alertando para a necessidade de aguardar a hora que o bebé escolhe para nascer. O tempo do trabalho de parto é importante para o amadurecimento final do feto, havendo a libertação de substâncias, como os corticosteroides, que agem, p. ex.  nos pulmões do bebê, promovendo a sua maturação assim como de outros órgãos. A dilatação não é o único indicador de que o trabalho de parto está a evoluir. Deve-se estar atento também à posição e grau de progressão do bebé através do canal de parto. Não adianta estar com a dilatação completa e a cabeça do bebé ainda estar alta, fora da bacia. É sabido que um ambiente de tranquilidade e segurança oferecido durante todo o processo do parto auxilia na progressão do mesmo.

Assim, se grávida ficar  sob stress vai ocorrer libertação de adrenalina que, pode retardar a progressão do trabalho de parto ao inibir a produção de ocitocina e diminuir as contrações uterinas. Salvaguardam-se situações como a rotura prolongada das membranas com risco de infeção, exaustão materna onde poderá estar indicado acelerar ou mesmo induzir com o uso de ocitocina ou prostaglandinas. É importante que as escolhas sejam feitas de maneira consciente e informada.

 

ROTURA ARTIFICIAL DE MEMBRANAS (RAM)

Na gravidez, o feto fica envolvido em membranas dentro do útero, que contém um líquido produzido inicialmente pelo corpo da mãe e a partir do 4º mês, pelo bebé. Esse líquido, entre outras funções, tem efeito de proteção ao equalizar a pressão sobre o bebé, o que resulta em menor pressão na cabeça e no colo do útero.

A RAM, também chamada de amniotomia é indicada por alguns com o objetivo acelerar o trabalho de parto ou quando se deseja analisar as características do líquido amniótico, uma vez que quando o líquido tem mecónio (líquido esverdeado), em cerca de 1/5 dos casos pode ser indicador de algum compromisso do bem-estar fetal. Ao rompermos a bolha de água, a barreira entre a vagina contaminada e a cavidade uterina estéril desaparece. Isso pode aumentar o risco de infeção e criar um limite de tempo para o parto. Existe ainda um risco de prolapso do cordão – esta situação constitui uma emergência obstétrica.

Na RAM assim como qualquer outro procedimento, devem ter avaliados os riscos e benefícios da sua realização para tentarmos perceber se os últimos superam os primeiros. Quando não se rompe as membranas artificialmente elas, na grande maioria dos casos, acabam por romperem-se espontaneamente. Quando raramente isso não acontece, os bebés nascem dentro da bolsa d’água – chamado de parto empelicado (acontece 1 em 90.000 partos). A amniotomia, como qualquer outro procedimento, só deve ser realizada após o seu consentimento.  

 

ANTIBIOTERAPIA

Existem certas situações em que o uso de antibiótico está protocolado nos diferentes serviços durante o trabalho de parto para prevenir ou tratar infeção, como por exemplo, na rotura prolongada da bolsa d’água, na presença da bactéria Estreptococos do Grupo B na vagina/reto da grávida. Os protocolos podem variar de hospital para hospital. Por outro lado, o uso de antibiótico pode alterar o ecossistema vaginal e, o bebé ao passar pela vagina poderá não entrar em contacto com toda a flora que habitualmente ali existe, levando a uma diminuição do estímulo da sua imunidade.

Estudos mostram que o bebé ao entrar em contacto com a flora vaginal da mãe, será colonizado pela mesma o que vai estimulará a sua imunidade e melhor adaptação à vida extrauterina, quando comparados aos bebés que nascem de cesariana eletiva.

 

ANÁLISES

Normalmente são feitas, durante a gravidez um conjunto de análises em cada trimestre. Quando é admitida na maternidade para ter o seu bebé, pode ser necessário a colheita de sangue para a realização de alguma análise eventualmente em falta. Durante o trabalho de parto, nos casos de rotura prolongada da bolsa d’água, febre materna também pode rá ser necessário a realização de análises para rastreio de eventual infeção.

 

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Monitorização fetal

A avaliação da frequência cardíaca fetal (FCF) é um indicador do bem-estar do bebé. Ao longo do trabalho de parto, poderá ser avaliada de uma maneira contínua ou intermitente. A cardiotocografia, vulgarmente chamado de “cintas”, consiste no registro gráfico da frequência cardíaca fetal e das contrações uterinas pelo cardiotocógrafo. É colocado um transdutor no abdómem da mãe para registo da FCF e outro no fundo uterino para registo da atividade uterina. Estes transdutores ficam presos por cintas.

A monitorização contínua da FCF acaba por levar a alguma restrição dos movimentos da mulher, mesmo que ela não fique na cama. Contudo é possível fazer monitorização intermitente se o exame apresentado previamente for tranquilizador. Esta avaliação intermitente é feita a intervalos determinados ou, sempre que o profissional assim o entenda ou seja solicitado pela grávida.

Na verdade, não existe nenhuma evidência científica da necessidade de monitorização contínua da FCF nas gravidezes de baixo risco. Nestas, a monitorização da FCF deve ser feita de forma intermitente, até com um aparelho portátil, uma vez que poderá haver traçados cardiotocográficos falsos positivos que poderão levar a intervenções desnecessárias. No período expulsivo, pode ser necessário passar para monitorização contínua da FCF.

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O Toque vaginal

O toque vaginal consiste na introdução de dois dedos na vagina para avaliar a progressão do trabalho de parto através de:

  1. a dilatação do colo – numa fase inicial fala-se em dedos, 1 ou 2 dedos – e depois em centímetros de dilatação;
  2. comprimento/extinção – resultados em percentagem: 50% de extinção, 80%;
  3. consistência do colo – duro, mole;
  4. a posição do colo (anterior, intermédio ou posterior);
  5. altura do bebé na pelve.

   Alguns profissionais conseguem perceber através das atitudes da grávida, (como por ex. a capacidade de conversação, o seu comportamento, o tom de voz, as vocalizações), altura da auscultação do foco fetal, frequência das contrações uterinas, a evolução do trabalho de parto sem necessidade de efetuar esta observação. O fato do colo estar fechado hoje, não quer dizer que o bebé não vá nascer hoje. Da mesma maneira, se houver dilatação, não quer dizer que o parto não demore semanas… e às vezes, a dilatação completa não quer sempre dizer que “falta pouco”…

Os toques vaginais podem ser desconfortáveis ou dolorosos, e sabe-se que quantos mais toques forem realizados, maior o risco de infeção. Mas por vezes, é a própria grávida que se sente mais confiante se forem realizados toques vaginais com mais frequência. A grávida tem a possibilidade de solicitar ser examinada por um único profissional se isto for importante para ela. Ás vezes os próprios profissionais que a estão a acompanhar, podem solicitar uma “segunda opinião” a um colega.

A OMS orienta que, num trabalho de parto que esteja a evoluir normalmente, a avaliação pode ser feita por toque vaginal de 4 em 4 horas. O toque vaginal deverá ser efetuado somente após a grávida tomar conhecimento dos seus riscos (rotura das membranas, hemorragia e infeção – que acontecem raramente) e dar o seu consentimento.

 

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O papel da dor no trabalho de parto

A dor, quer seja física ou psicológica, é um dos sintomas mais importantes sentido pelo ser humano e, tem sido alvo de muitos estudos e mensurações. Ela sofre influencias de fatores extrínsecos e intrínsecos variados tais como sono, fome, experiência prévia com a dor, fatores culturais, pessoais, sociais e religiosos. A dor no trabalho de parto, assim como qualquer outra dor, habitualmente é vista com uma conotação muito negativa e por norma, nem grávidas nem profissionais de saúde lidam muito bem com ela. Contudo, a dor é uma grande aliada da grávida e, é importante que a mesma a compreenda e aceite, no sentido de que a capacidade de passar por ela é um fator de empoderamento da mulher. Também os profissionais de saúde que trabalham em obstetrícia a devem compreender e aceitar, se esta for a vontade da mulher. O papel dos profissionais deve ser o de auxiliarem a grávida nesta promoção da autonomia da mulher. Se retrocedermos uns 20 anos, quando a analgesia do parto não era oferecida por rotina, notamos que as grávidas pariam mais rápido… talvez de forma mais “violenta, agressiva e barulhenta”. O certo é que as mulheres, ainda que instintivamente, ou com os ensinamentos das matriarcas, se mantinham mais por casa no início do trabalho de parto, na zona de conforto a aguardar que as dores aumentassem e, quando não conseguiam controlar os sinais que o corpo dava, é que procuravam ajuda dos profissionais de saúde a nível hospitalar. E mesmo aí, sempre que possível, tentavam manter-se em movimento. Não existia o efeito bloqueador da epidural.  As mulheres tinham melhor perceção do trabalho de parto, da descida da apresentação e pressentiam o momento do nascimento… quando tinha chegado a hora… Ao avançarmos para este milénio, onde a analgesia epidural se tornou rotineira, verificamos que grávida permanece na maioria das vezes deitada, sob o efeito do bloqueio epidural ou, para monitorização da frequência cardíaca fetal (FCF) com as cintas. Essa diminuição da mobilidade da mulher durante o trabalho de parto,  faz com que a evolução todo o processo seja mais lenta… Se refletirmos um pouco, conseguimos constatar vários factos:

  • a dor faz com que as mulheres se mobilizem e procurem posições mais verticalizadas, fazendo com que a gravidade ajude o bebé a descer através da pelve;
  • a dor faz desencadear a libertação de hormonas que ajudam na evolução do trabalho de parto e parto e na vinculação mãe/ bebé;
  • a mulher sem analgesia epidural consegue percecionar melhor o bebé dentro de si, mobilizar-se para diminuir a dor e ajudar o mesmo a posicionar-se e descer.

Atenção, não queremos com isto dizer que a grávida não deve fazer epidural! A analgesia do parto é importante e deve ser disponibilizada para quando a mulher quiser devendo entretanto, ser ponderado se a mesma não deve ser feita , depois de esgotadas outras formas de alívio da dor e oferecida em doses mais baixas de concentração do fármaco, para evitar o bloqueio motor.  

 

Sugestão de leituraA dor, uma aliada?

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Métodos não farmacológicos de alívio da dor

Alívio da dor

É possível que queira optar por um parto natural e não fazer qualquer tipo de analgesia farmacológica. Conseguir ultrapassar a dor depende muito da mulher, mas também do meio envolvente e da forma como os cuidados lhe são oferecidos.   É importante descobrir ferramentas que poderão ser úteis e procurar apoio na equipa e no(s) acompanhante(s) que a ajudem a manter a calma e o controle. Tem que perceber o tamanho da sua motivação e quais as suas expectativas em relação ao parto natural. Deve perceber também, que na passagem do 1º(dilatação) para o 2º (expulsão) período do trabalho de parto, é muito frequente achar que já não vai aguentar mais. Nesta fase, às contrações alia-se uma vontade irresistível de fazer força. Isto poderá deixá-la um pouco confusa. É essencial ter a noção de que dentro de pouco tempo, tudo vai ter valido a pena. Pontualmente, pode desligar-se de tudo o que está a acontecer à sua volta, ficar num estado alterado de consciência, apelidado por alguns de “Partolândia”.   É comum também ficar assustada, com muito medo ou até sem qualquer medo… Mas atenção, é importante que tenha consciência de que, se vai para o parto decidida a não fazer epidural e em determinada altura sente que já não aguenta mais, apesar de todas medidas de conforto que lhe são oferecidas, poderá sempre mudar de ideia e solicitar a analgesia epidural. Portanto, é importante que não tome nenhuma decisão definitiva, o Plano de Parto é mesmo isso, um plano que poderá e deverá ser alterado sempre que for necessário para tornar a sua experiência de parto o mais positiva e inesquecível possível.   Algumas técnicas não farmacológicas poderão ajudá-la a ter um parto sem epidural: Técnicas de respiração, massagem, parto na água, terapias complementares (meditação, yoga, hypnobirthing, Reiki).   Agora, uma dica: se alguma pessoa questionar a sua decisão de não querer epidural, pode perguntar na mesma medida, o que leva uma mulher correr uma maratona até ao final?

Mobilização

A liberdade de movimento durante o trabalho de parto, permitir-lhe-á alternar as posições, proporcionando assim maior conforto, alívio da dor, aumento da eficácia da contratilidade uterina, encurtando o tempo de duração do mesmo, ao favorecer a descida do bebé. Deve adotar posições que lhe proporcionem maior conforto: sentada, deitada de lado, de gatas, de cócoras, de joelhos, de pé… Estas escolhas, favorecem a autonomia e o seu sentimento de capacitação. Todas as posições podem ser “treinadas” em casa para tentar perceber qual/quais são aquelas que lhe oferecerão mais conforto. Algumas mulheres alcançam uma conexão tão grande com o seu corpo e com o seu bebé que conseguem, através de movimentos da pelve, criar mais espaço para o seu bebé nascer, uma vez que a pelve não é rígida. Na verdade, os quatro ossos da bacia estão conectados entre si através de ligamentos, que com o movimento se tornam menos rijos e mais flexíveis o que facilitará a abertura da pelve, aumentado os seus diâmetros, facilitando consequentemente a passagem do bebé. Ao contrário do que muita gente pensa, o bebé é muito ativo durante o trabalho de parto. Se lhe for permitido, ele fará a sua parte também.

Massagem

   Durante o trabalho de parto, a massagem poderá ser uma aliada poderosa, que acalma a mãe, alivia o cansaço e transmite segurança, carinho e força. As fibras nervosas presentes na pele carregam os impulsos nervosos gerados por meio desse contato até o cérebro, aliviando dores e tensões principalmente na fase latente do trabalho de parto. Se gosta de massagem, combine com o seu acompanhante para que este possa fazê-la. Use um óleo vegetal biológico. Poderá associar aromaterapia se usar um óleo essencial com poderes relaxantes como p. ex. a Lavândula angustifólia. Mas atenção que a qualidade do óleo é muito importante (veja se o mesmo é certificado) e o tipo de óleo a ser usado faz toda a diferença. Auxilia a amenizar as tensões do corpo, proporcionando um relaxamento muscular suficientemente adequado para atenuar o stress e a ansiedade. Ao optar por esse tipo de atividade, seja por meio de um profissional contratado ou uma clínica especializada, é importante confirmar se o mesmo possui experiência em aplicar as técnicas em gestantes. A massagem durante o trabalho de parto deve ser feita no intervalo das contrações de modo a ajudar no relaxamento da musculatura lombar e pélvica para quando chegar a próxima contração, esta possa ser recebida com maior conforto. A sensação de dor vai ser menor (sim, porque um músculo já tenso, ao contrair-se, a dor será muito maior). Como já referido anteriormente deverá usar um óleo vegetal biológico e poderá associar aromaterapia.

Acupuntura

   É uma técnica milenar chinesa que se caracteriza pela estimulação das estruturas nervosas do corpo da grávida por meio da utilização de finas agulhas que atravessam a pele sem causar dor, libertando substâncias neurotransmissores, com ação analgésica, antidepressiva e anti-inflamatória. Como resposta a esses estímulos o corpo relaxa, gerando uma sensação de bem-estar para a gestante. Não altera os níveis de consciência materna, permitindo o seu envolvimento durante todo o processo de parto, facilitando a interação mãe-filho. Por ser minimamente invasiva, não impede o uso de outras técnicas de analgesia. Portanto, a acupuntura é uma opção viável economicamente e ao que tudo indica, é uma técnica que até o momento, parece segura já que não há registro de efeitos colaterais na sua aplicação.

Acupressão

imagem posição grávida   A acupressão é um método alternativo para alívio da dor usado pela Medicina Tradicional Chinesa. Possui os mesmos princípios da acupuntura: manter o equilíbrio de energia nos diversos canais que circulam pelo corpo – chamados meridianos – que estão ligados a algum órgão alvo, mas sem o uso de agulhas. Os estímulos são feitos através das mãos e dedos em pontos específicos ou em algumas circunstâncias, combinando esses pontos para alcançar um efeito maior no alívio da dor ou para proporcionar um estado de relaxamento. Há relatos que a acupressão pode diminuir a dor e encurtar o tempo da primeira fase do trabalho de parto. Portanto, pode ser uma alternativa não invasiva a ser utilizada como meio de obter melhoria na qualidade do atendimento às parturientes.

Hidroterapia

  O parto na água não é uma novidade, uma vez que remonta à Grécia Antiga. O uso da água está relacionada com uma significativa redução da dor e do desconforto durante todo o processo de nascimento do bebé, reduzindo a necessidade de analgesia epidural. Em Portugal, o acesso à imersão em água durante o trabalho de parto e parto nas instituições de saúde é ainda bastante limitado. Água pode ser usada nas diversas fases do trabalho de parto. O bebé pode ou não nascer dentro da água, mas é necessário que, até ao período expulsivo, a mãe esteja dentro de uma piscina, submersa até ao nível das mamas, quando estiver sentada. Parece ainda não haver consenso no nosso país, em relação ao período expulsivo ser dentro d’água. Não há evidência científica que demonstre um acréscimo de efeitos adversos para a saúde da mãe e do feto. Num parto aquático, a administração da analgesia epidural está contra indicada, pelo risco de dificultar os movimentos das pernas e não ser possível à grávida suportar o seu próprio peso, movimentar-se, entrar ou sair da piscina; pelo risco infecioso, pois o local da punção para colocação de cateter epidural é uma porta de entrada para microrganismos, circulantes na água da piscina. Além disso, no caso de analgesia epidural, a mãe terá que estar ligada a monitores, sendo necessária a colocação de um cateter endovenoso numa veia para o soro e talvez uma algália no meato urinário, o que seria incompatível com um parto na água. Se pretende ter um parto na água, deve inicialmente fazer uma preparação específica para tal e procurar instituições e/ ou profissionais (parto no domicílio) que disponibilizem os meios necessários.

Terapias térmicas

A utilização do calor ou do frio foi sempre um recurso terapêutico no alívio da dor desde há milhões de anos. As compressas frias podem ser aplicadas nas costas e na região inferior do abdómen uma vez que ela pode suavizar a dor durante toda a fase ativa do trabalho de parto e período expulsivo. Do mesmo modo, o calor pode ser utilizada na região lombar, assim como no períneo durante o período expulsivo. Além do efeito relaxante, o calor liberta endorfinas, bem como estimula recetores de toque e temperatura, amenizando a sensação de dor. Vale a pena ressaltar que embora tenha bons resultados, o método possui mais efeito quando utilizado em associação a outros, como a bola suíça. A irrigação do períneo com soro morno no período expulsivo pode ajudar o relaxamento do mesmo modo diminuindo a ocorrência das lacerações perineais.

Técnicas de relaxamento

   O termo “relaxado” é usado para referir-se ao relaxamento muscular, mas também a um estado de consciência caracterizado por sentimentos de paz e alívio de tensão, de ansiedade e medo. Muitos dos desconfortos da gravidez e do parto (dor lombar, edema, náuseas, falta de ar, ansiedade e, principalmente nas últimas semanas de gestação, stress) podem ser aliviados com técnicas de relaxamento. Consoante os sintomas existem atividades específicas que ajudam a amenizá-los, p. ex. alongamento, yoga, massagem, respiração profunda, hypnobirthing, relaxamento muscular, relaxamento mental, acupuntura.  

 

Sugestão de leitura Técnicas de relaxamento

 

TENS (estimulação nervosa)

   A estimulação elétrica transcutânea (EET) é um método coadjuvante não invasivo, que consiste em aplicar elétrodos na região lombar da gestante durante o trabalho de parto, com o objetivo de alívio da dor.

Estes elétrodos geram estímulos elétricos de baixa tensão (a sensação é de formigueiro local) que podem inibir o envio dos estímulos dolorosos para a medula espinhal.

O alívio das dores pode ser sentido em média vinte minutos após a colocação do aparelho. A intensidade dos estímulos pode ser controlada pela gestante. Parece que o TENS também pode promover a produção de endorfinas, causando uma sensação de bem-estar.

Nem todas as mulheres podem usar o TENS. Algumas contraindicações são: mulheres que usam pacemaker, que têm arritmias cardíacas, dores não diagnosticadas e alergias de contato.

Durante a realização da cardiotocografia ou outros exames que utilizam correntes elétricas para o diagnóstico, a TENS pode alterar os resultados.

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Métodos farmacológicos de alívio da dor

A analgesia de parto é algo recente na história da obstetrícia. Passou por várias e profundas transformações, desde a sua introdução. No início, a grávida tinha o seu bebé, permanecendo inconsciente e chegava a não se lembrar de o ter tido, até aos dias de hoje, em que a grávida sofre bloqueio/ analgesia epidural e consegue caminhar e parir em movimento. O mesmo acontece nas cesarianas atualmente: a mãe pode ver o seu bebé nascer, tocar-lhe, fazer contacto pele a pele, amamentar. Assim, há várias possibilidades de analgesia/ anestesia. Podem ser usados medicamentos por via oral, intramuscular, endovenosa ou inalatória e ainda num espaço da coluna (epidural). Estes procedimentos podem, por vezes, alterar o decurso do trabalho de parto, uns porque restringem a mobilidade, outros porque interferem com as contrações uterinas, o que obriga ao uso da ocitocina sintética aumentando a probabilidade de partos instrumentados (ventosas e fórceps).

Bloqueio loco-regional

Todas as sensações de frio, calor, dor, pressão… são enviados ao cérebro através dos nervos. Estes, vindos de cada segmento do nosso corpo vão se juntar na medula. A analgesia/ anestesia loco-regional é uma técnica médica invasiva, que induz a supressão da sensação de dor, em determinada parte do corpo. Executa-se através da inserção de uma agulha na região lombar da coluna materna, através da qual se injeta anestésico local na proximidade dos nervos que conduzem a sensação dolorosa. Pode ser de 3 tipos: epidural, raquianestesia e combinada (raquianestesia-epidural), dependendo do local onde vai ser injetado o medicamento. Antes de realizar a analgesia é importante que os conheça os riscos para que possa tomar a sua decisão de maneira consciente e deverá assinar o consentimento informado que lhe será fornecido pelo médico. Vai-lhe ser pedido que adote a posição deitada de lado ou sentada, de acordo com a preferência do anestesista. A sua ajuda é muito importante para facilitar o trabalho do médico e diminuir o risco de falhas. Contudo, encontrar o espaço ideal pode não acontecer à primeira; não se preocupe, procure adotar a postura solicitada para facilitar o trabalho do anestesista. Depois de o cateter estar no sítio, é fixado com adesivo. A função do cateter é permitir o acesso contínuo ao espaço epidural para que novas doses de analgésicos sejam dadas sempre que necessário. De acordo com a intensidade da dor podemos fazer mais ou menos doses. É importante perceber que quanto maior a dose, maior a possibilidade de acontecer um bloqueio motor que a impede de se mobilizar. Portanto, algumas vezes, poderá ter que decidir se prefere sentir algum incómodo, mas ter a possibilidade de se mobilizar sempre ou não ter qualquer desconforto e ser obrigada a permanecer na cama. A melhor altura para realizar a epidural é quando a grávida solicita, quer esteja com 1 ou 10 cm de dilatação. Porém, numa fase mais adiantada do trabalho de parto quando estiver provavelmente mais agitada, a sua colaboração poderá não ser a ideal e o anestesista poderá optar por não fazer, por não considerar seguro. Se o trabalho de parto evoluir para uma cesariana o mesmo cateter epidural poderá ser utilizado para “aprofundar” a anestesia e ser possível esta cirurgia. A analgesia epidural está contraindicada nos casos de infeção localizada ou generalizada, quando existem alterações na coagulação do sangue ou a grávida apresenta um desvio importante da coluna tornando a técnica de difícil ou até impossível execução. Apesar da epidural promover um alívio substancial do desconforto no parto, 1 em cada em 20 casos a analgesia pode não ser eficaz. São várias causas: cateter deslocado, pressão das estruturas pélvicas maternas pela apresentação fetal, existência de zonas de “janelas” onde a analgesia não atinge. Todos estes são fatores para que não haja uma impregnação completa pelo analgésico. Não há evidência científica que demonstre que a analgesia loco-regional aumente o número de partos por cesariana. O aumento da probabilidade de um parto instrumentado por via vaginal, ou seja, com recurso a ventosa ou fórceps, é ainda discutível. Esta técnica não aumenta a duração da primeira fase do trabalho de parto (dilatação do colo do útero), mas poderá aumentar a duração da segunda (período expulsivo), principalmente se perder a sensação de puxo e a mobilidade. Poderá surgir uma hipotensão transitória, por vezes associada a náuseas e vómitos e ainda diminuição da perfusão útero-placentar que é corrigida com administração de soro. Pode acontecer também dificuldade no esvaziamento da bexiga uma vez que pode não ter a sensação de bexiga cheia. Em alguns serviços, está protocolado algaliação das grávidas que fazem analgesia epidural. A ocorrência de náuseas, vómitos, prurido (comichão) e raramente dor de cabeça também podem ocorrer. Muito raramente poderão ocorrer lesões neurológicas transitórias ou permanentes, hematoma epidural, meningite ou infeções do sistema nervoso central. Poderá ainda ocorrer depressão respiratória e cardiovascular, com necessidade de outras intervenções clínicas mais invasivas. Em relação ao bebé, não foi demonstrado alteração na vitalidade e nos reflexos ou aumento da necessidade de reanimação após o nascimento, nas mulheres que receberam este tipo de analgesia durante o parto.

Óxido Nitroso

O óxido nitroso, protóxido de nitrogênio, ou protóxido de azoto, também conhecido como gás hilariante ou gás do riso (porque provoca uma sensação de bem-estar) é usado há mais de um século. Apresenta propriedades anestésicas e é muito popular em países como Canadá, Suécia e Inglaterra, mas ainda pouco usado em Portugal. É mais uma opção para as mulheres em trabalho de parto menos invasiva e com menos riscos que uma anestesia como a epidural. O gás usado no trabalho de parto é uma mistura com o oxigénio (metade oxido nitroso e metade oxigénio) e é a própria mulher que controla quando e por quanto tempo necessita usar. Após ser inalado, o gás alcança os pulmões, rapidamente entra na corrente sanguínea alcançando o sistema nervoso central. O gás atua no córtex cerebral, região relacionada com sentimentos de medo, ansiedade e autocensura. Acredita-se que ele reduza as transmissões nervosas no córtex. Alguns estudos mostram que o acido nitroso não parece reduzir a dor de uma maneira importante, mas ele é capaz de proporcionar um estado de espírito em que as pacientes se concentram menos na dor que estão a sentir. Vantagens:

  1. É uma opção segura à epidural;
  2. Oferece à mulher a possibilidade de estar sempre no controle do seu parto, inclusive no controle da dor pois é ela quem determina quando e quanto inalar;
  3. Não interfere com a cascata hormonal fisiológica que acontecem ao longo do trabalho de parto (dança das hormonas);
  4. A sua administração é simples e segura e não requer supervisão médica;
  5. Não é tóxico;
  6. Ajuda a reduzir a ansiedade e o medo;
  7. Rápida eliminação do gás da corrente sanguínea;
  8. Não apresenta complicações pós-parto;
  9. Não provoca doença hepática e renal.

Desvantagens:

  1. Náuseas;
  2. Tonturas;
  3. Vómitos;
  4. Sonolência;
  5. Tem menor eficácia que a epidural pelo que algumas mulheres acabam por solicitar a epidural.

 

Anestesia geral
Técnica que permite o alívio da dor, de forma rápida, mas também induz a perda de consciência.
É utilizada em situações de emergência/urgência obstétrica, embora cada vez menos. Também pode ser realizada a pedido da grávida, se esta se sentir muito ansiosa, receosa ou quando a anestesia loco-regional está contraindicada. Para ser executada é necessário que haja um acesso venoso permeável e, a administração dos fármacos é feita através de injeção endovenosa e pelo tubo oro-traqueal. É uma técnica segura. Há medicamentos usados neste tipo de anestesia que passam para o bebé, através da barreira da placenta, mas o seu efeito desaparece rapidamente.
Quando é realizada anestesia geral, habitualmente não é permitida a presença de acompanhante no bloco operatório.
 

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Liberdade de Movimentos

A liberdade de movimento durante esta fase permite-lhe alternar as posições, proporcionando-lhe assim maior conforto, alívio da dor, aumento da eficácia da contratilidade uterina, que inevitavelmente ajudarão no progressão do trabalho de parto e na descida do bebé, encurtando o período expulsivo. Os movimentos da sua pelve, ajudarão o bebé a adaptar-se aos maiores diâmetros da sua bacia mais facilmente. Atenção que nesta fase, se optou pela epidural, uma vez que as contrações são mais intensas, poderá vir a solicitar uma dose maior de anestésico o que poderá impedi-la de movimentar-se. Uma solução passará por optar por uma dose menor de analgesia epidural, sentir algum desconforto, mas ter a possibilidade de movimentar-se livremente.

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Liberdade de posicionamento

Na hora do bebé nascer, deve adotar posições que lhe proporcionem maior conforto: sentada, deitada de lado, de gatas, de cócoras, de joelhos, de pé… A posição “ideal” é na verdade, aquela que a mulher escolher naquele momento. Estas escolhas, favorecem a autonomia e sentimento de capacitação da mulher. As posições verticalizadas (cócoras, sentada) podem ajudar na descida do bebé. Algumas mulheres estão bem deitadas de lado ou na posição de gatas. A “posição tradicional” para parir (deitada de costas pernas afastadas sobre perneiras), oferece ao profissional uma visão facilitada para efetuar procedimentos como a episiotomia, manipulações perineais, por exemplo. No entanto, esta posição provoca geralmente mais dor, diminui a oxigenação do bebé, prolonga o período expulsivo e diminui a participação da mulher. Mais uma vez deverá ser levada em consideração a possibilidade de adotar posições confortáveis para si, uma vez que a dose da epidural poderá impedi-la de movimentar-se livremente.   Sugestão de leituraPosições maternas durante o trabalho de parto e parto

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Episiotomia

Classicamente, a definição de episiotomia é “um corte cirúrgico na região vulvar, com indicação obstétrica para impedir ou diminuir o trauma dos tecidos do canal do parto, favorecer a liberação do feto e evitar lesões desnecessárias do polo cefálico”. A incisão costuma ser feita quando a cabeça do bebé já está a distender o períneo. Pode ser lateral, médio-lateral e mediana. As episiotomias medianas são as que menos provocam danos no assoalho pélvico e a recuperação é menos dolorosa. Porém, nas últimas décadas, as evidências científicas demonstraram que a episiotomia deveria ser usada apenas em “casos especiais” e não “por rotina” como ainda acontece em muitos serviços. Contudo, estudos mais recentes concluem que nem nos “casos especiais” existem vantagens na sua execução. Atualmente a OMS desaconselha vivamente a prática da episiotomia, sendo esta considerada por alguns, uma mutilação genital. Se não fizer episiotomia, pode acontecer uma laceração perineal de 1º e até 2º grau. É importante que saiba que estes tipos de lacerações não resultam em alterações funcionais adversas. As lacerações perineais do 3º grau (que envolvem o esfíncter anal) são raras. O que é “esperado” das episiotomias é uma diminuição do risco de lacerações graves na região perineal que pode danificar o esfíncter anal. Mulheres com episiotomia podem ter um período pós-parto bastante desconfortável e a cicatriz poderá ser causa de dores durante as relações sexuais. Algumas atitudes podem diminuir os riscos de lacerações perineais, são ex.: permitir que a cabeça do bebé nasça vagarosamente, uso de compressas de água morna, massagens pré parto, bem como exercícios de relaxamento direcionados para a região perineal. Assim, deverá conversar com os profissionais da maternidade onde irá ter o bebé, bem como no dia do parto referir as suas preferências quanto a este procedimento. Estudos recentes concluíram que a episiotomia, quando comparada a qualquer laceração espontânea de segundo grau, mostrou-se uma lesão mais grave, com complicações mais severas a longo prazo.   Sugestão de leitura: A episiotomia à luz da lei

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Manobra de Kristeller/ “Toco-braçal”

A manobra de Kristeller é uma técnica que consiste na aplicação de pressão no fundo uterino com as mãos, os punhos ou os antebraços para acelerar o nascimento do bebé. Esta manobra pode provocar dor, hematomas, fraturas de costela, rotura uterina, roturas musculares e danos graves no pavimento pélvico. Em alguns países a sua execução é ilegal.

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Parto Instrumentado – Ventosa/ Fórceps

            O parto vaginal instrumentado refere-se à aplicação de um instrumento obstétrico (ventosa, espátulas ou fórceps) para auxílio da extração fetal. O parto distócico por ventosa visa a aplicação de um sistema de vácuo, por pressão negativa, que faz flexão e tração na apresentação cefálica. O fórceps é um dispositivo metálico semelhante a umas colheres, que se aplica sobre ambos os lados da cabeça do bebé e que permite, mediante suaves manobras de rotação e extração, auxiliar a saída do mesmo. Graças à sua forma curva, “abraça” a cabeça do bebé, mas sem a comprimir em demasia. Funcionam como um prolongamento das mãos do obstetra. A sua aplicação visa encurtar o período expulsivo. Tanto os fórceps quanto a ventosa, em mãos experientes, não fazem mal ao bebé (senão, não estariam à disposição num bloco de partos). O seu uso deve obedecer a algumas regras fundamentais uma vez que pode acarretar riscos, que deverão ser analisados na decisão final da via do parto. A realização de uma cesariana com o bebé numa posição muito baixa no canal do parto, não é de todo um procedimento de fácil execução. Deverá sempre questionar os profissionais de saúde da maternidade, se esses recursos fazem parte da prática da instituição e, ponderar se a instituição que escolheu é a melhor de acordo com o que tinha idealizado. Num trabalho de parto fisiológico, natural, sem intervenções, muito raramente haverá necessidade de usar estes instrumentos.

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Cesariana durante o Trabalho de Parto

A cesariana que acontece durante o trabalho de parto, não tem qualquer relação com a cesariana programada, com ou sem indicação médica. O facto de, de alguma maneira, o bebé “estar sendo avisado que vai nascer” promove mudanças importantes no seu organismo como p. ex. a produção de cortisol responsável pelo amadurecimento de alguns órgãos do bebé, a produção de ocitocina, a hormona do amor, responsável pela proteção das células cerebrais do bebé diminuindo a sua sensibilidade às baixas de oxigénio, vinculação mãe/bebé, entre outras coisas. A cesariana é um procedimento cirúrgico originalmente desenvolvido para salvar a vida da mãe e/ou da criança, quando ocorrem complicações durante o parto. É, portanto, um recurso utilizado em situações de urgência, quer por risco materno, quer por risco fetal ou de ambos. Como qualquer procedimento cirúrgico, a cesariana como cirurgia que é, não é isenta de riscos, acarreta maior morbilidade e mortalidade quando comparada ao parto vaginal. Se já estiver com cateter de analgesia epidural, provavelmente usará a mesma via para a anestesia epidural (a diferença vai estar na dose do anestésico usado que será maior). Quando a cesariana é de emergência e não há tempo desta dose maior fazer o efeito anestésico, opta-se pela anestesia geral cuja instalação é imediata. A desvantagem é que estará a dormir e não vai ver o seu bebé nascer. Durante o procedimento a sensação de tato persiste – vai sentir mexer, pressionar… como a anestesia no dentista, mas não deverá sentir qualquer dor. Às vezes pode ter tremores e até uma sensação de mal-estar, náuseas ou vómitos que são sintomas facilmente revertidos com uso de medicação própria. Os riscos e as complicações das cesarianas serão discutidas na secção de “cesariana programada”. A escolha de qualquer intervenção médica, em termos éticos, deve basear-se no resultado da equação riscos e benefícios.

 
Relato e Extração
Tem como objetivo descrever todos os procedimentos e técnicas que estão a ser executadas durante a cesariana. Não é prática corrente, contudo se assim o desejar, o obstetra ou outro profissional de saúde, pode narrar os acontecimentos. É uma forma de diminuir a ansiedade materna. O facto de relatar a cesariana, diz à mulher o preciso momento, em que o bebé vai ser retirado de dentro dela e esta pode solicitar que a manobra, desde que não seja urgente/emergente, seja feita de forma suave, tranquila e lenta.
 
 
 

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O parto em Apresentação de Pelve

Porque alguns bebés ficam sentados? Existem muitas teorias sem que haja ainda um consenso: pode ser porque o rabo do bebé é mais pesado que a cabeça, ou porque o bebé não teve muito espaço para se virar na altura que deveria fazê-lo (porque o bebé está maior que habitual ou porque o volume do líquido amniótico é menor que o necessário), seria por hiper-reactividade uterina (a mulher tem muitas contrações de treinamento)… Quando chega ao fim da gravidez, 96% dos bebés estão com a cabeça para baixo e 4% estão sentados e muito raramente (0.01%) os bebés poderão estar também atravessados (situação transversa ou em apresentação córmica (de ombro). Atualmente, numa primeira gravidez com o bebé sentado, está indicado a realização de um parto por cesariana. A discussão poderia ser: quando fazer esta cesariana? Deixar iniciar o trabalho de parto (neste caso data do parto torna-se escolha do bebé que “avisa” que está pronto) ou programar a cirurgia na ausência de um trabalho de parto. Numa segunda gravidez, com um parto vaginal anterior, desde que exista uma equipa treinada em partos pélvicos, este é perfeitamente possível de acontecer via vaginal. Se está no 3º trimestre e o seu bebé não “deu a volta”, caso pretenda, existem várias maneiras de tentar virar o bebé para evitar uma cesariana: versão cefálica externa (ver sugestão de leitura), acupuntura, spinning babies, entre outros.   Sugestão de leitura Versão Cefálica Externa

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